Parceria com a China pode fortalecer soberania digital do Brasil em inteligência artificial

Autor: Lucas Pordeus León, da Agência Brasil

8/2/20261 min read

A participação do Brasil na Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, a Waico, pode contribuir para o desenvolvimento de tecnologias nacionais e reduzir a dependência de grandes empresas estrangeiras, segundo especialistas. O país está entre as 29 nações que assinaram o documento de criação da iniciativa liderada pela China.

Com sede em Xangai, a Waico propõe uma governança global da inteligência artificial baseada em modelos de código aberto. A iniciativa contrasta com a Pax Silica, projeto dos Estados Unidos que busca reunir países considerados aliados para controlar cadeias de suprimento de semicondutores, minerais críticos e energia.

Para o professor da Universidade Federal do ABC Sérgio Amadeu da Silveira, a cooperação com a China representa uma oportunidade, mas o Brasil precisa investir em infraestrutura própria para processamento e armazenamento de dados. Sem isso, universidades e órgãos públicos continuarão dependentes de serviços de nuvem fornecidos por empresas estrangeiras.

O especialista em governança de inteligência artificial Ettore Arpini avalia que o Brasil tem condições de ocupar uma posição estratégica por manter diálogo tanto com a China quanto com países ocidentais. Para ele, a inteligência artificial deve ser tratada como uma vantagem geopolítica e econômica capaz de impulsionar o desenvolvimento e a prosperidade da população.