Especulação sobre JHC no Senado tira caso do Iprev-Master do centro do debate em Alagoas

Fonte: Tribuna do Sertão — Redação

8/18/20262 min read

Enquanto a dúvida sobre a candidatura de JHC — governo ou Senado — dominava o noticiário político alagoano nos últimos dias, um caso concreto e de grande repercussão perdeu espaço na pauta: a operação da Polícia Federal que investiga a aplicação de R$ 97 milhões da previdência dos servidores públicos de Maceió, administrada pelo Iprev, em letras financeiras do Banco Master — instituição posteriormente liquidada.

Na segunda-feira (10), a PF, com apoio da Controladoria-Geral da União e autorização do ministro André Mendonça, do STF, cumpriu oito mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens de investigados, entre eles ex-integrantes da administração do Iprev e o presidente da consultoria Crédito e Mercado, empresa que prestava assessoria ao instituto e é suspeita de ter atuado de forma articulada para favorecer os investimentos no banco.

A investigação apura duas aplicações: uma de R$ 80 milhões, feita em dezembro de 2023, e outra de R$ 17 milhões, em maio de 2024. Segundo a decisão que autorizou a operação, na data do primeiro aporte o Banco Master sequer constava da lista do Ministério da Previdência com as instituições habilitadas a receber recursos de regimes próprios — só foi incluído depois. A Crédito e Mercado nega ter participado da decisão de investir, afirmando que a escolha era de competência exclusiva da gestão do Iprev.

O texto da Tribuna do Sertão observa que as aplicações ocorreram durante a gestão de JHC à frente da Prefeitura de Maceió, embora não haja, até o momento, qualquer indicação pública de que ele tenha participado diretamente das decisões de investimento. Segundo a reportagem, a partir do momento em que a especulação sobre uma eventual candidatura de JHC ao Senado ganhou força nas redes e nos bastidores, o debate sobre quem decidiu aplicar o dinheiro da previdência municipal no Banco Master — e por quê — praticamente saiu de cena, num efeito que o texto chama de "cortina de fumaça" em torno do caso.